DA INVISIBILIDADE À COGESTÃO: A TRILHA APEPU COMO INSTRUMENTO DE PROTAGONISMO COMUNITÁRIO

Bianca Canali da SILVA

Resumo


Este artigo analisa a implementação da Trilha Apepu como uma estratégia de protagonismo comunitário e cogestão do Quilombo Apepu, localizado no entorno do Parque Nacional do Iguaçu, Paraná. A trajetória da comunidade, marcada por invisibilidade histórica, perda territorial e esvaziamento populacional, exigiu o desenvolvimento de novos arranjos de governança colaborativa para o desenvolvimento local. A análise segue o ciclo de políticas públicas, abordando a formulação do problema e a implementação da Trilha Apepu como uma política em ação. O estudo destaca que, embora a iniciativa de turismo de base comunitária tenha gerado benefícios socioeconômicos concretos, como a geração de renda e a valorização cultural, ainda existem desafios estruturais relacionados à limitação territorial e à dependência institucional. Conclui-se que a Trilha Apepu constitui um passo inicial fundamental para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável e culturalmente integrado, com potencial para fortalecer a autonomia e o protagonismo econômico do quilombo, servindo como um relevante estudo de caso em gestão e política de desenvolvimento.

Palavras-chave: Quilombo Apepu. Cogestão. Desenvolvimento sustentável. Turismo de base comunitária. Governança comunitária.


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