DESENVOLVIMENTO E ANÁLISE IN VITRO DE COLUTÓRIO DE SCHINOPSIS BRASILIENSIS SOBRE RUGOSIDADE SUPERFICIAL E ESTABILIDADE DE COR DE RESINAS COMPOSTAS

Heloísa de Almeida FERREIRA, Anny Gabrielly da SILVA, Arthur Marques ANDRADE, Lethicia Isabelle Matias PINTO, Pedro Henrique SETTE-DE-SOUZA, Gêisa Aiane de Morais SAMPAIO, Mayara Abreu PINHEIRO

Resumo


As resinas compostas são amplamente utilizadas na odontologia estética e restauradora, e propriedades como rugosidade superficial e estabilidade de cor influenciam seu desempenho clínico. Colutórios bucais podem alterar essas características, e há poucas evidências sobre os efeitos de agentes naturais, como o extrato de Schinopsis brasiliensis, sobre materiais restauradores. Este estudo avaliou a influência de um colutório experimental à base de S. brasiliensis na rugosidade superficial e na estabilidade de cor das resinas Forma, Palfique LX e Zirconfill. Para cada compósito, foram confeccionados 40 discos, distribuídos em quatro grupos (n = 5): colutório experimental, Colgate Plax, Cepacol e saliva artificial (controle), totalizando 120 amostras. As imersões ocorreram por 14 dias, com mensurações prévias, aos sete e aos quatorze dias. A rugosidade foi avaliada por rugosímetro e a cor por espectrofotometria digital. Os dados foram analisados pelo teste de Wilcoxon (α = 5%). A Forma apresentou aumento significativo de rugosidade apenas após imersão em saliva artificial (p < 0,001). A Palfique LX mostrou aumento após exposição ao colutório experimental (p = 0,0087) e à saliva (p = 0,0180). A Zirconfill não apresentou alterações significativas. Quanto à cor, o Plax promoveu mudanças significativas para Forma (p < 0,0001), Palfique LX (p = 0,0277) e Zirconfill (p = 0,0007). O colutório experimental não alterou a cor da maioria das resinas, exceto da Palfique LX (p = 0,0277). Conclui-se que o colutório à base de S. brasiliensis apresenta potencial estético, embora possa influenciar a rugosidade de alguns compósitos, indicando a necessidade de estudos adicionais.

Palavras-chave: Antissépticos Bucais. Resinas Compostas. Rugosidade Superficial. Produtos Naturais. Higiene Bucal.


Texto completo:

PDF

Referências


ADAM, M.; ELHASSAN, G. O. M.; YAGI, S. et al. In vitro antioxidant and cytotoxic activities of 18 plants from the Erkowit region, Eastern Sudan. Natural Products and Bioprospecting, v. 8, 2018. https://doi.org/10.1007/s13659-018-0155-0.

ALMEIDA, L.; SANTIN, D. C.; MARAN, B. M. et al. Avaliação do manchamento e da rugosidade superficial de materiais restauradores diretos após diferentes sistemas de polimento: estudo in vitro. Rev Odontol UNESP, São Paulo, v. 48, e20180096, 2019. https://doi.org/10.1590/1807-2577.09618.

AL-SAMADANI, K. H. Surface hardness of dental composite resin restorations in response to preventive agents. J Contemp Dent Pract, Indianapolis, v. 17, p. 978-984, 2016. https://doi.org/10.5005/jp-journals-10024-1967.

AYATOLLAHI, S.; DAVOUDI, A.; MOMTAZI, H. In vitro comparative effects of alcohol-containing and alcohol-free mouthwashes on surface roughness of bulk-fill composite resins. BMC Res Notes, London, v. 18, p. 146, 2025. https://doi.org/10.1186/s13104-025-07213-3.

BARRETO LINHARES, L. P. M.; ANDRADE, L. H. C.; RAMOS, F. C. B. et al. Schinopsis brasiliensis Engler—Phytochemical properties, biological activities, and ethnomedicinal use: a scoping review. Pharmaceuticals, Basel, v. 15, n. 10, p. 1230, 2022. https://doi.org/10.3390/ph15081028.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


JNT - Facit Business and Technology Journal

ISSN 2526-4281