FATORES ASSSOCIADOS À MORTALIDADE NA LEISHMANIOSE VISCERAL GRAVE EM ARAGUAINA-TO: CARACTERISTICAS EPIDEMIOLÓGICAS, CLÍNICAS E LABORATORIAIS (2002 a 2015)
Resumo
A Leishmaniose Visceral Americana (LVA) é uma doença infecciosa de caracter sistêmico. Estima-se que 350 milhões de pessoas no mundo estão expostas ao risco de infecção, com uma prevalência de 12 milhões de infectados e letalidade mundial de 59.000 casos por ano (OMS), sendo que 90% dos casos de LV ocorrem em países onde existe grande parte da população em situação de pobreza. Na América Latina a maioria dos casos ocorre no Brasil (96%) com média de 3.500 casos/ano. As áreas de maior endemia encontram-se nas regiões mais carentes do Norte e Nordeste, afeta animais e o homem, podendo levar ao óbito em 100% dos casos, tendo como seu principal vetor a Lutzomyia longipalpis e como agente etiológico, a Leishmania chagasi. O Estado do Tocantins apresenta elevado número de casos autoctones, considerada area endêmica pelo Ministério da Saúde devido a doença estar presente na maioria dos seus municípios. A cidade de Araguaína, com 55,8% dos casos do Tocantins, é classificada pelo Ministério da Saúde como área de transmissão intensa. O objetivo geral foi analisar casos confirmados de Leishmaniose visceral grave CID-B55 internados no Hospital de Doenças Tropicais do Tocantins (HDT), na cidade de Araguaína - TO que evoluíram para óbito no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2015. Pretendeu-se identificar e descrever dados epidemiológicos, clínicos e laboratoriais, e variáveis relacionadas ao tratamento. O estudo foi epidemiológico, observacional, retrospectivo, descritivo, utilizando dados secundários de prontuários médicos de pacientes internados, no Hospital de Doenças Tropicais do Estado do Tocantins, na cidade de Araguaína - TO. Resultados: sexo masculino, 60,8 e 39,2% sexo feminino. 49,2 idade entre 0 e 10 anos; 20% maiores de 51 anos. Local de procedência em relação ao município 40,9% são de Araguaina; e ao Estado a 89% são do Tocantins. Presença de febre em 70,8%; esplenomegalia e hepatomegalia 76,7%. Hemoglobina < 7g/l 50% , plaquetopenia 76,7% ;leucopenia 50% e hipoalbuminemia 84,9% .Tempo de febre até a internação > que 30 dias ( 30,8% ); Tempo de diagnóstico ( 5,1 dias) tempo de diagnóstico ao óbito ( 11,6 dias) RIFI 1/80 ( 53,3% ) Teste Rápido positivo (12,5%) droga de escolha para tratmento Glucantime (43%) seguida por anfotericina (32%) e anfotericina lipossomal ( 25%). A principal causa do óbito na DO foi kalazar (33,3%) seguida de Infeccções respiratorias (31,7%). Conclui-se que a maior incidencia ocorre em individuo do sexo masculino menores de 10 anos, residentes no Estado do Tocantins, apresentando quadro febril prolongado, anemia severa e hipoalbuminemia grave, podendo este quadro ter influenciado na evolução ao óbito.
Palavras-chave: Leismaniose visceral. Letalidade. Araguaína.
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