EVOLUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO ESTADO DA PARAÍBA DE 2015 A 2024: UM ESTUDO DE DECOMPOSIÇÃO DOS COMPONENTES

Nívea de Vasconcelos CARNEIRO, Samuel Guedes de Souza ARAÚJO, Jaqueline Nascimento dos SANTOS, Gilvane de Lima ARAÚJO, Jordana Medeiros Lira DECKER, Cleo Decker ANACLETO, Eduarda Gomes Onofre de ARAÚJO, Raíssa Floriano PAIVA

Resumo


A mortalidade infantil é um indicador fundamental das condições socioeconômicas e da qualidade da assistência à saúde. Na Paraíba, o cenário recente exige análises detalhadas para compreender a resistência na queda dos indicadores. Este estudo apresenta como objetivo analisar a evolução e a composição da mortalidade na primeira infância na Paraíba (2015-2024), através da decomposição da taxa de mortalidade infantil. Utilizou-se uma metodologia de caráter epidemiológico retrospectivo com dados do SINASC e SIM/DATASUS, efetuando a decomposição da taxa nos componentes neonatal precoce, tardio e pós-neonatal, além de técnicas de média móvel trienal e cálculo de variações percentuais. Foi possível observar uma estagnação no componente neonatal precoce (variação de -1,13%), que permanece como o principal determinante do óbito. Em contrapartida, houve um aumento alarmante de 22,22% na mortalidade pós-neonatal, com a taxa total atingindo um pico de 14,72 por mil nascidos vivos em 2022. A média móvel confirmou uma trajetória de ascensão dos riscos iniciada em 2019. Dessa forma, o salto no componente pós-neonatal sugere falhas na Atenção Primária e queda nas coberturas vacinais. É urgente fortalecer a puericultura e a vigilância do óbito infantil para reverter a tendência de alta observada na última década, fortalecendo as políticas de saúde pública voltadas para esse problema.

Palavras-chave: Mortalidade Infantil. Saúde Pública. Fatores de Tempo.


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