NOME SOCIAL E ACESSO À JUSTIÇA: UMA ANÁLISE DAS BARREIRAS INSTITUCIONAIS NO BRASIL

Caio Cesare Valério Pereira SILVA, João Pedro Pereira SILVA, Jocirley de OLIVEIRA

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar as barreiras institucionais que dificultam o reconhecimento do nome social e o efetivo acesso à justiça por pessoas transgênero no Brasil. A pesquisa caracteriza-se como um estudo bibliográfico, de abordagem qualitativa, fundamentado na análise de obras jurídicas, documentos normativos e literatura especializada sobre direitos humanos, identidade de gênero e políticas públicas de inclusão. Partiu-se da hipótese de que, apesar dos avanços normativos e jurisprudenciais, persistem entraves estruturais no sistema de justiça brasileiro que comprometem a plena efetivação do direito ao nome social. Os resultados indicam que tais barreiras se manifestam em diferentes níveis, incluindo práticas administrativas inadequadas, ausência de capacitação institucional, resistências culturais e lacunas na implementação de políticas públicas inclusivas. Observou-se, ainda, que o reconhecimento do nome social constitui elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana, influenciando diretamente o exercício de direitos civis, o acesso a serviços públicos e a participação social. Conclui-se que a superação dessas barreiras exige a adoção de medidas integradas, como a formação continuada de operadores do direito, a padronização de procedimentos institucionais e o fortalecimento de políticas de promoção da igualdade e do respeito à diversidade de gênero no âmbito do sistema de justiça.

Palavras-chave: Nome social. Acesso à justiça. Direitos humanos. Identidade de gênero.


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Referências


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