TENDÊNCIA TEMPORAL E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS INTERNAÇÕES E ÓBITOS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (ISQUÊMICO E HEMORRÁGICO) NO ESTADO DO TOCANTINS, 2015 2024
Resumo
Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma síndrome neurológica aguda decorrente de distúrbio na circulação cerebral, constituindo importante causa de morte, incapacidade funcional e elevado impacto econômico para os sistemas de saúde. Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição espacial das internações e dos óbitos por acidente vascular encefálico no estado do Tocantins, Brasil, entre 2015 e 2024. Métodos: Estudo ecológico de séries temporais com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e estimativas populacionais do IBGE. Foram analisadas 15.363 internações por AVE, 2.547 óbitos hospitalares e 7.051 óbitos registrados no SIM. Utilizou-se regressão de Prais-Winsten para estimar a variação percentual anual (VPA) das taxas. Resultados: A taxa acumulada de internação foi de 1.005,38 por 100.000 habitantes e a letalidade hospitalar de 16,58%. Observou-se tendência estacionária das taxas de internação (VPA=+4,94%; p=0,093), tendência crescente da mortalidade populacional (VPA=+1,32%; p=0,015) e tendência decrescente da letalidade hospitalar (VPA=−3,26%; p=0,003). As internações concentraram-se em municípios polo e os óbitos foram mais frequentes entre idosos. Conclusão: O aumento da mortalidade por AVE no Tocantins, associado à estabilidade das internações e à redução da letalidade hospitalar, evidencia aumento do impacto populacional da doença e melhora proporcional dos desfechos hospitalares. Esses achados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de prevenção, ampliação do acesso ao diagnóstico e qualificação da assistência neurovascular.
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral. Morbidade Hospitalar. Mortalidade. Epidemiologia Descritiva. Sistema Único de Saúde.
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PDFReferências
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