POLIFARMÁCIA EM PSIQUIATRIA: RISCOS, BENEFÍCIOS E ESTRATÉGIAS DE MANEJO

Alícia Aires de Sousa LOPES, Francisco Leonardo da Costa LIMA

Resumo


Introdução: A polifarmácia em psiquiatria, definida como o uso simultâneo de múltiplos psicofármacos, é frequente em pacientes com transtornos mentais graves ou resistentes ao tratamento. Embora possa otimizar o controle sintomático e reduzir recaídas, aumenta significativamente o risco de efeitos adversos, interações medicamentosas e sobrecarga do paciente. Objetivo: Revisar, por meio de revisão integrativa da literatura, os principais riscos e benefícios da polifarmácia e as estratégias eficazes de manejo clínico. Metodologia: Foi realizada revisão integrativa de artigos publicados entre 2013 e 2025 nas bases PubMed, SciELO e Lilacs, utilizando os descritores: “polifarmácia”, “psiquiatria”, “efeitos adversos”, “psicofármacos” e seus correspondentes em inglês. Foram incluídos estudos originais, revisões e meta-análises que abordassem pacientes adultos com transtornos psiquiátricos submetidos a polifarmácia, bem como estratégias de monitoramento, prescrição e otimização terapêutica. Foram excluídos artigos sem acesso ao texto completo, relatos de caso isolados e estudos pediátricos. Resultados: A polifarmácia planejada pode ser útil em casos de esquizofrenia resistente, transtornos afetivos graves e comorbidades complexas, mas exige avaliação contínua do risco-benefício, monitoramento laboratorial e ajuste individualizado das doses. Estratégias de manejo incluem revisão periódica da medicação, ferramentas de avaliação de interações e abordagem multiprofissional. Conclusão: A polifarmácia é um recurso valioso em psiquiatria, mas requer abordagem estruturada e baseada em evidências para minimizar complicações e maximizar benefícios terapêuticos. Além disso, abordar os impactos negativos que um diagnóstico incorreto ou tardio pode causar na qualidade de vida do paciente.

Palavras-chave: Polifarmácia. Psiquiatria. Efeitos adversos. Psicofármacos.


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Referências


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