INSUCESSO EM REABILITAÇÃO ORAL USANDO PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL: REVISÃO SISTEMÁTICA
Resumo
Introdução: O insucesso clínico das próteses parciais removíveis (PPRs) apresenta taxas relevantes, manifestando-se por instabilidade, desconforto e danos aos tecidos remanescentes, configurando-se como desafio recorrente na reabilitação oral. Objetivo: Analisar os principais fatores associados ao insucesso da reabilitação oral com PPR, identificando causas biomecânicas, estéticas e técnicas, além de avaliar o impacto das novas tecnologias nesse contexto. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura entre 2014 e 2026, utilizando as bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A estratégia PICO orientou a seleção dos estudos, incluindo obras clássicas relevantes para fundamentação teórica. Resultados: O insucesso mostrou-se multifatorial, frequentemente associado ao planejamento inadequado, resultando em sobrecarga nos dentes pilares. A fadiga de grampos e a perda de retenção destacam-se como complicações prevalentes, enquanto a visibilidade de componentes metálicos representa importante fator de insatisfação estética. Em contrapartida, o fluxo digital (CAD/CAM) e o uso do PEEK proporcionam maior precisão adaptativa e melhor estética. Entretanto, o PEEK apresenta menor resistência de união às resinas acrílicas e exige maior volume estrutural, e o fluxo digital ainda apresenta limitações no registro do fundo de vestíbulo e do selado periférico. Discussão: A literatura evidencia que delegar o planejamento ao técnico compromete a longevidade da prótese, havendo conflito entre estética e biomecânica, além de fadiga precoce em grampos retentivos. Conclusão: O insucesso está relacionado a falhas no planejamento biomecânico, sendo o sucesso dependente dos conceitos clássicos, tecnologias digitais e educação do paciente.
Palavras-chave: Prótese Parcial Removível. Planejamento de Prótese Dentária. Falha de Restauração Dentária. Biomecânica.
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PDFReferências
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