IMPACTO DO ACABAMENTO E POLIMENTO NAS PROPRIEDADES SUPERFICIAIS DAS RESINAS COMPOSTAS
Resumo
As resinas compostas se consolidaram como uma das principais escolhas em procedimentos restauradores na odontologia devido à sua estética superior, propriedades físico-mecânicas satisfatórias e versatilidade clínica. Contudo, a longevidade e o sucesso das restaurações dependem não apenas da qualidade do material, mas também dos protocolos adotados para o acabamento e o polimento. Este estudo tem como objetivo identificar combinações de resina e técnica que promovam superfícies mais lisas e maior resistência mecânica, fornecendo subsídios científicos para a escolha de protocolos clínicos mais eficazes. Trata-se de um estudo experimental in vitro com 150 corpos de prova distribuídos entre três resinas compostas (Nanohíbrida, nanoparticulada, e Bulk Fill), submetidos a cinco protocolos de acabamento e polimento. A rugosidade superficial foi avaliada por perfilometria e a microdureza pelo teste de dureza Vickers. Os dados foram analisados por meio do teste de Kruskal–Wallis, seguido do pós-teste Dwass–Steel–Critchlow–Fligner, com nível de significância de 5%. Os resultados indicaram que diferentes protocolos influenciaram significativamente a rugosidade superficial, com menores valores observados nos grupos submetidos à sequência abrasiva associada à pasta diamantada e disco de feltro. A utilização de broca esteve relacionada ao aumento da rugosidade em determinados materiais. Para a microdureza, foram observadas diferenças significativas nas resinas bulk-fill e nanohíbrida, enquanto a resina nanoparticulada não apresentou variação significativa entre os protocolos. Protocolos mais completos favorecem a lisura superficial, enquanto a microdureza apresenta comportamento variável, sendo predominantemente influenciada pelas características intrínsecas dos materiais.
Palavras-chave: Resina Composta. Polimento. Rugosidade. Dentística.
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ISSN 2526-4281