PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NO NORTE DO TOCANTINS, BRASIL (2016–2022)

Marcos Vinicius de Paula MARTINS, Pedro Ian Mariano MELO, Fabiano Mendes de CORDOVA, Clarissa Amorim Silva de CORDOVA

Resumo


Objetivo: Descrever as características clínicas e epidemiológicas dos pacientes com hanseníase atendidos pelo Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, em Araguaína, no período de 2016 a 2022. Métodos: Estudo transversal, com análise de 270 prontuários médicos arquivados no setor de arquivos da instituição, entre março e julho de 2024. Foram coletadas variáveis sociodemográficas e clínicas, incluindo sexo, etnia, escolaridade, classificação operacional, forma clínica ao diagnóstico, ocorrência de reações hansênicas e grau de incapacidade física no diagnóstico e na alta por cura. Resultados: Dos 270 pacientes, 63,7% eram do sexo masculino. A maioria (82,6%) autodeclarou-se parda e 48,1% apresentavam ensino fundamental incompleto. Quanto à classificação operacional, 22,0% dos casos foram paucibacilares e 78,0% multibacilares, com predomínio da forma clínica dimorfa. Episódios reacionais ocorreram em 54,8% dos pacientes. A prevalência de incapacidade física foi de 57,8% no diagnóstico e de 64,8% na alta por cura. Conclusão: Os achados evidenciam a persistência da hanseníase como importante problema de saúde pública na região, associada ao diagnóstico tardio e à elevada frequência de incapacidades físicas. Reforça-se a necessidade de estratégias mais eficazes de prevenção, detecção precoce e manejo adequado da doença, com vistas à redução da transmissão e à melhoria do prognóstico dos pacientes.

Palavras-chave: Hanseníase. Epidemiologia. Saúde Pública. Doenças Negligenciadas. Doenças do Sistema Nervoso Periférico.


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Referências


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