O SISTEMA CARCERÁRIO FEMININO NO BRASIL: ENTRE FRAGILIDADES ESTRUTURAIS E VULNERABILIDADES SOCIAIS

Vithória Soares Serruya BITRAN, Vitória Leonarda de JESUS, Jocirley de OLIVEIRA

Resumo


O sistema carcerário feminino no Brasil tem se destacado como um relevante campo de análise no âmbito das políticas públicas e dos direitos humanos, especialmente diante do crescimento expressivo da população prisional feminina nas últimas décadas. Este artigo tem como objetivo analisar as fragilidades estruturais e sociais do sistema prisional feminino brasileiro, com ênfase nos desafios relacionados à efetivação dos direitos das mulheres privadas de liberdade. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem descritiva, desenvolvida por meio de levantamento bibliográfico e documental, com base em legislações, relatórios institucionais e produções acadêmicas. A análise evidencia que o sistema prisional feminino apresenta graves deficiências estruturais, como superlotação, precariedade das instalações e insuficiência de recursos básicos, além de fragilidades nas políticas de assistência, saúde, educação e ressocialização. Constatou-se, ainda, que as mulheres encarceradas estão inseridas em contextos de vulnerabilidade social marcados por desigualdades de gênero, raça e classe, o que potencializa os impactos da privação de liberdade. Os resultados indicam uma significativa distância entre as garantias legais e a realidade vivenciada nas unidades prisionais, evidenciando a necessidade de formulação e implementação de políticas públicas mais eficazes e sensíveis às especificidades do encarceramento feminino.

Palavras-chave: Encarceramento. Mulheres. Vulnerabilidade. Direitos. Sistema.


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Referências


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