UTILIZAÇÃO DE IMPLANTES FACIAIS PARA A RECONSTRUÇÃO OU HARMONIZAÇÃO FACIAL E BUCAL: REVISÃO DE LITERATURA

Cris Lorrane Silva de MIRANDA, Eduardo Gouveia de CARVALHO, Eduardo Pereira ARRUDA, Lucas Moura dos Santos MOREIRA

Resumo


Introdução: O envelhecimento facial consiste em um processo tridimensional de remodelação óssea, redistribuição de gordura e perda de textura cutânea que gera o colapso estrutural da face. A utilização de implantes aloplásticos e Próteses Bucomaxilofaciais (PBMF) destaca-se como uma etapa essencial para devolver o suporte ósseo definitivo e permitir uma reabilitação morfofuncional adequada na Harmonização Orofacial (HOF). Objetivo: Analisar a reabilitação estética e funcional na HOF por meio de implantes aloplásticos, comparando a eficácia dos biomateriais e seu impacto clínico e psicossocial. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura conduzida nas bases de dados BVS, Capes e SciELO. A estratégia de busca selecionou 24 artigos científicos, que abordam o comportamento tecidual de biomateriais, tecnologias de manufatura 3D e desfechos clínicos de reintegração social. Revisão de Literatura: A literatura aponta o Polietileno Poroso de Alta Densidade (PPAD) como padrão-ouro frente ao Polimetilmetacrilato (PMMA), pois sua arquitetura com poros superiores a 100 μm permite a neovascularização e o crescimento tecidual interno, reduzindo taxas de infecção e contração volumétrica. A integração do planejamento virtual por CAD/CAM e da impressão 3D reduziu o tempo cirúrgico e aumentou a precisão da adaptação morfológica das próteses. Adicionalmente, o reconhecimento legal da HOF (Resolução CFO nº 198/2019) exige domínio anatômico rigoroso do cirurgião-dentista para prevenir intercorrências vasculares severas. Conclusão: A seleção criteriosa de biomateriais como o PPAD é fundamental para o sucesso reabilitador em perdas estruturais faciais. A sinergia entre a precisão tecnológica, a segurança cirúrgica e a reabilitação funcional assegura a eficácia do tratamento e promove o resgate da identidade do paciente, garantindo a sua qualidade de vida.

Palavras-chave: Harmonização orofacial. Implantes faciais. Próteses maxilofaciais. Polietileno poroso. Reabilitação bucal.


Texto completo:

PDF

Referências


Oliveira TRC, Pacheco RF, et al. Anatomia da face e processo de

envelhecimento facial. Aesthetic Orofacial Sci. 2023;4(1):48-57. Disponível em: https://doi.org/10.51670/aos.v4i1.146.

Conselho Federal de Odontologia. Resolução CFO nº 198, de 29 de janeiro de 2019. Brasília: CFO; 2019. Disponível em:

https://sistemas.cfo.org.br/visualizar/atos/RESOLU%C3%87%C3%83O/SEC/2019/198.

Conselho Federal de Odontologia. Resolução CFO nº 283, de 19 de março de 2026. Brasília: CFO; 2026. Disponível em:

https://sistemas.cfo.org.br/visualizar/atos/RESOLU%C3%87%C3%83O/SEC/2026/283/.

Barbosa KL, et al. Diagnóstico e tratamento das complicações vasculares em harmonização orofacial: revisão e atualização da literatura. Rev Eletron Acervo Saude. 2021;13(4):e7226. Disponível em: https://doi.org/10.25248/REAS.e7226.2021.

Correia LLM, Fonseca TO. Prótese bucomaxilofacial e sua importância. Rev Mato-grossense Odontol Saúde. 2023;2(1):93-102. Disponível em: http://104.207.146.252:3000/index.php/REMATOS/article/view/241.

Ramos Junior AMH, et al. Resgate da identidade do indivíduo através da reabilitação com prótese óculo-palpebral: relato de caso. Arch Health Invest. 2022;11(5):743-746. Disponível em:

https://www.archhealthinvestigation.com.br/ARCHI/article/view/542.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


JNT - Facit Business and Technology Journal

ISSN 2526-4281