CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA DAS TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA
Resumo
O artigo caracteriza socioeconomicamente a Região das Terras Altas da Mantiqueira (RETAM), à luz da perspectiva do desenvolvimento regional, enfatizando o papel da economia rural nesse processo. Para as análises são utilizados dados secundários do IBGE (Censos Demográficos, Contas Nacionais, PAM e PPM) e da RAIS/MTE, comparando os municípios ao longo do tempo. Os resultados indicam crescimento populacional inferior às médias estadual e nacional, urbanização acelerada e esvaziamento relativo do meio rural, com concentração demográfica em poucos centros - Itanhandu, Itamonte, Passa Quatro-. Economicamente, o PIB regional cresce acima de Minas Gerais e do Brasil, porém fortemente concentrado em quatro municípios. O setor de Serviços é o mais representativo na economia regional, com destaque para o turismo, o qual se encontra em consolidação seletiva. A Indústria ocupa o segundo lugar, marcado por indústrias de transformação e agroindústrias. A Agropecuária é diversificada, com destaque para fruticultura em Virgínia, produção de ovos (galinha e codorna) e produção leiteira. Conclui-se que: (i) o desenvolvimento regional é seletivo e assimétrico, exigindo políticas que articulem governança territorial e redução de desigualdades; e (ii) que a região possui ativos importantes que permitem agregar valor às cadeias agropecuárias, estratégia fundamental para a promoção do desenvolvimento regional ancorado territorialmente.
Palavras-chave: Assimetrias territoriais. Desenvolvimento regional. Especialização produtiva. Territórios de montanha.
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PDFReferências
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