IMPACTOS DA ESPIRONOLACTONA NO MANEJO DA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS: UMA REVISÃO NARRATIVA

Gabriela Soares Gonçalves MENDES, Gabriel Correia ANTUNES, Ana Luiza Magalhães SILVA, Iangla Araújo de Melo DAMASCENO

Resumo


Introdução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das disfunções endócrinas mais prevalentes em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, irregularidades menstruais, anovulação crônica e alterações morfológicas ovarianas, além de importantes repercussões metabólicas e psicossociais. Diante de sua etiopatogenia multifatorial e ainda não completamente elucidada, o manejo terapêutico da SOP exige abordagem individualizada e multidisciplinar. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar o papel da espironolactona no tratamento da SOP, com foco nos seus efeitos sobre as manifestações clínicas do hiperandrogenismo, impactos metabólicos e na qualidade de vida das pacientes, bem como suas indicações, contraindicações, limitações e benefícios. Resultados: Os resultados evidenciam que a espironolactona, embora utilizada de forma off label, apresenta eficácia significativa no controle de manifestações hiperandrogênicas como hirsutismo, acne e alopecia, com perfil de segurança favorável e boa tolerabilidade, especialmente em mulheres jovens sem comorbidades. Além disso, destaca-se como alternativa viável ao uso prolongado de antibióticos e outras terapias convencionais, contribuindo positivamente para a qualidade de vida das pacientes. Considerações finais: Conclui-se que a espironolactona representa uma opção terapêutica eficaz e custo-efetiva no manejo da SOP, devendo ser utilizada de forma criteriosa, integrada a outras estratégias farmacológicas e não farmacológicas, e adaptada às necessidades individuais de cada paciente.

Palavras-chave: Síndrome dos ovários Hiperandrogenismo. Tratamento farmacológico.


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