A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ NA PERSPECTIVA DA ESCOLA CRIATIVA
Resumo
O artigo aborda a Educação Escolar Indígena sob a perspectiva da transdisciplinaridade e da criatividade, pilares de escolas criativas (Torre, 2012). Discutiremos como a Escola Estadual 19 de Abril, da terra indígena Manuel Alves Pequeno, do povo Krahô, planeja suas aulas valorizando seus espaços e suas cosmovisões. Nossa análise parte da dissertação de mestrado de Yahè Krahô (2017), por meio da qual ele evidencia todo processo de ensino aprendizagem de seu povo. Como suporte teórico, apoiamo-nos Estudos de Suanno (2014), (2016), (2018) e Prado Díez (2016). Quando direcionamos nossos olhares para as discussões relacionadas ao processo ensino e de aprendizagem que leve em consideração os espaços de produção de conhecimento, percebemos o quanto as políticas públicas educacionais necessitam se reinventar e investir em aperfeiçoamento de seus professores na busca de novas concepções, novos modos de pensar gerativos de outros processos e metodologias de ensino. O conceito de escolas criativas nos remete a escolas pioneiras, com projetos pedagógicos contextualizados, propostas autorais e com identidade, capazes de situar os sujeitos com sua cultura, sociedade e contexto histórico. Desse modo, o objetivo deste artigo é discutir como o processo de ensino aprendizagens da escola Krahô contemplou, em seus ensinamentos, as concepções, cosmovisões, práticas pedagógicas e modos de organizar o ensino e as metodologias de modo criativo, intercultural, transdisciplinar e inovador. O Projeto Político Pedagógico da escola é bem ancorado com sua comunidade escolar, respeitando suas epistemologias, sua língua e sua cultura.
Palavras-chaves: Povo Krahô. Educação Escolar Indígena. Escola Criativa.
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PDFReferências
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