LINFOMA MULTICÊNTRICO CANINO – RELATO DE CASO

Ranna de Sousa Bezerra GONÇALVES, Latoya de Souza BEZERRA, Saura Nayane de SOUZA, Andréa Cintra Bastos Tôrres PASSOS

Resumo


O linfoma é uma neoplasia caracterizada pela proliferação de células linfoides malignas que acomete inicialmente linfonodos, baço e fígado, com alta frequência na espécie canina. Sua prevalência é maior em animais acima de 6 anos, mas há relatos em animais jovens a partir de 1 ano de idade. Sua classificação é feita com base na sua localização anatômica, histológica e características imuno fenotípicas. Há quatro classificações anatômicas para o linfoma: multicêntrico, alimentar ou digestiva, mediastínico e extranodal, aos quais 80% dos casos em cães são classificados como linfomas multicêntricos. O diagnóstico é baseado em análises citológicas, histológicas e biologia molecular que auxiliam no estadiamento e prognóstico do paciente. Exames complementares de hemograma, bioquímica sérica, ultrassonografia e radiografia se fazem úteis a fim de revelar um prognóstico, grau de acometimento do paciente e a melhor conduta terapêutica a ser indicada em cada caso. A poliquimioterapia é a modalidade terapêutica mais utilizada e eficaz no tratamento de cães com linfoma, sendo como o principal protocolo utilizado o CHOP, que em sua forma clássica consiste na associação de vincristina, prednisona, doxorrubicina e ciclofosfamida de forma intercalada por 19 semanas. Este trabalho relatou o diagnóstico de um cão com linfoma multicêntrico e o manejo terapêutico utilizado. O tratamento do linfoma multicêntrico é um desafio, pois a sobrevida é variável e a recidiva é comum. O diagnóstico precoce é de extrema importância para melhorar o prognóstico de cães afetados.

Palavras-chave: Doxorrubicina. Linfoma. Quimioterapia.


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Referências


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