RISCOS CARDIOVASCULARES SUBCLÍNICOS NO PÓS-DENGUE: ENTRE A RECUPERAÇÃO CLÍNICA E A PERSISTÊNCIA INFLAMATÓRIA
Resumo
A dengue é uma doença viral endêmica que, embora frequentemente autolimitada, pode provocar complicações cardiovasculares mesmo após a fase aguda da infecção. Este estudo teve como objetivo investigar os riscos cardiovasculares subclínicos em indivíduos no período pós-dengue, destacando a relação entre a recuperação clínica e a persistência de respostas inflamatórias. Adotou-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, baseada em revisão sistemática da literatura científica, incluindo artigos indexados, publicados entre 2010 e 2025. Foram analisados dados quantitativos extraídos dos estudos selecionados, como alterações de biomarcadores inflamatórios, parâmetros de função cardíaca e incidência de arritmias. Os resultados indicam que, mesmo após a resolução dos sintomas típicos da dengue, há evidências de alterações subclínicas em marcadores cardíacos e inflamatórios, sugerindo risco potencial de complicações cardiovasculares tardias. Conclui-se que a fase pós-dengue exige atenção clínica continuada, com monitoramento de sinais de disfunção cardiovascular, especialmente em pacientes com comorbidades pré-existentes. O estudo reforça a necessidade de protocolos de acompanhamento pós-infecção e aponta lacunas para futuras pesquisas sobre mecanismos fisiopatológicos e estratégias de prevenção de eventos cardíacos.
Palavras-chave: Dengue. Riscos cardiovasculares. Pós-infecção. Inflamação. Biomarcadores.
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PDFReferências
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ISSN 2526-4281