FATORES PREDITORES DA INCIDÊNCIA DE DOR APÓS ATENDIMENTO DE URGÊNCIA ENDODÔNTICA EM UMA CLÍNICA ESCOLA
Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar a incidência de dor pós-operatória e os possíveis fatores preditores em pacientes atendidos no serviço de urgência de uma clínica-escola privada. Foram selecionados pacientes que buscaram atendimento de urgência endodôntica (n=30). Após 24 e 48h do tratamento realizado, os participantes foram contatados por ligações e/ou mensagens de WhatsApp para serem questionados sobre a experiência de dor. A taxa de resposta foi 56,67% (n=17). A proporção foi similar entre o sexo feminino (47,06%) e masculino (52,94%) com idade média de 34,18 anos. A maioria dos pacientes não apresentou alteração sistêmica (76,47%) e pulpite severa foi o diagnóstico mais prevalente (76,47%). Dipirona 500mg foi o analgésico mais utilizado antes do atendimento (35,29%). Instrumentação parcial (58,82%), hipoclorito de sódio 2,5% (70,59%) e formocresol (94,12%) foram o tratamento, solução química auxiliar e a medicação intracanal mais adotados. A presença de dor após 24h foi relatada como suave/moderada (70,59%) e após 48h foi ausente (88,23%). O procedimento de urgência realizado teve uma taxa de sucesso de 88,24%. A maioria dos pacientes não sentiu dor após 24h quando fizeram uso de medicação pré-operatória (p=0,028) e as demais variáveis não apresentaram associação significativa quanto à incidência de dor no período avaliado. Conclui-se que o uso de analgésicos prévio ao atendimento pode melhorar experiência de dor pós-operatória e que alterações sistêmicas, diagnóstico pulpar e perirradicular, medicação pós-operatória e fatores relacionados ao próprio procedimento não são fatores preditores relacionados à incidência de dor após 24 e 48h do tratamento de urgência.
Palavras-chave: Dor pós-operatória. Endodontia. Manejo da dor. Urgências.
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PDFReferências
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