MEMBRANAS NÃO REABSORVÍVEIS NA PRESERVAÇÃO DO REBORDO ALVEOLAR: REVISÃO DE LITERATURA

Isadora Ravenna Sousa Evangelista de OLIVEIRA, Herbster Viana Gomes Rego MONTEIRO, Francisco Mateus Nunes NETO, Joao Pedro Alves FONTENELE, Maria Lourainy Palhares Gomes CALADO, Ian José Sousa da FONSECA, Marcius Vinicius Reis de Araújo CARVALHO

Resumo


Introdução: A perda dentária está associada à remodelação e à reabsorção do rebordo alveolar, alterações que podem comprometer a instalação de implantes e a previsibilidade das reabilitações. Nesse contexto, técnicas de preservação alveolar e regeneração óssea guiada têm sido utilizadas para minimizar a perda volumétrica, especialmente com o emprego de membranas não reabsorvíveis. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistematizada da literatura, realizada por meio de buscas nas bases PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores controlados dos sistemas DeCS e MeSH combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos estudos publicados nos últimos dez anos, em humanos, nos idiomas inglês, português e espanhol, classificados como ensaios clínicos, estudos clínicos, revisões sistemáticas ou meta-análises. Resultados: Após a seleção dos estudos e a exclusão de duplicatas, 14 artigos compuseram a amostra final. As membranas não reabsorvíveis mais descritas foram as de politetrafluoretileno (PTFE), incluindo d-PTFE e e-PTFE, e as malhas de titânio, frequentemente associadas a biomateriais de enxerto. Os estudos relataram resultados favoráveis de preservação e ganho ósseo, especialmente em procedimentos de aumento vertical, com valores médios aproximados entre 4 e 5,5 mm. A exposição da membrana foi a complicação mais frequente. Discussão: A literatura não demonstra consenso quanto à superioridade entre membranas reabsorvíveis e não reabsorvíveis. Embora as não reabsorvíveis apresentem maior capacidade de manutenção de espaço e estabilidade estrutural, também estão relacionadas a maior risco de exposição e à necessidade de remoção cirúrgica. Conclusão: As membranas não reabsorvíveis são alternativas eficazes na preservação do rebordo alveolar e na regeneração óssea guiada, sobretudo quando associadas a enxertos. Sua indicação deve ser individualizada, considerando o tipo de defeito, a necessidade de manutenção de espaço, a condição dos tecidos moles e os objetivos reabilitadores.

Palavras-chave: Membranas artificiais. Regeneração tecidual guiada. Regeneração óssea. Preservação alveolar.


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Referências


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