AVALIAÇÃO PRODUTIVA DO MILHO COM USO DE BIOESTIMULANTE

Gabriel FURLANETTO, Gustavo Amorim MELO, Nicolas Oliveira ARAUJO

Resumo


O milho (Zea mays) é uma das commodities agrícolas mais cruciais globalmente, essencial para a segurança alimentar, a produção de proteína animal e a crescente indústria de biocombustíveis. O Brasil é um dos principais produtores neste cenário, porém, enfrenta o desafio de aumentar a produtividade de forma sustentável, mitigando os impactos ambientais do uso excessivo de fertilizantes nitrogenados e lidando com a irregularidade climática. Neste contexto, a adoção de bioinsumos, como os bioestimulantes à base de extratos de algas, é uma estratégia de manejo promissora. O presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho agronômico do milho submetido à aplicação de bioestimulante à base de Ascophyllum nodosum em condições de Cerrado (Neossolo Quartzarênico), no campo experimental do Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC), entre dezembro de 2025 e julho de 2026. A ação das macroalgas ocorre por meio de compostos bioativos, como fito-hormônios naturais, betaínas e manitol, que atuam como elicitores metabólicos. Esses compostos estimulam o desenvolvimento do sistema radicular, otimizam a eficiência de absorção de nutrientes e aumentam a tolerância da planta a estresses abióticos. O experimento utilizou sementes de milho e um manejo com um produto comercial à base de extrato de algas. O delineamento experimental comparou o tratamento com diferentes doses do bioestimulante ao tratamento controle, buscando quantificar diferenças na morfologia da planta e na produção final de grãos. Espera-se que os resultados forneçam dados práticos que justifiquem a adoção dessa biotecnologia como alternativa viável para aumentar a produtividade e a resiliência climática da lavoura.

Palavras-chave: Extrato de algas. Ascophyllum nodosum. Bioestimulante. Estresse abiótico. Milho (Zea mays).


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Referências


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ISSN 2526-4281