CETAMINA E ESCETAMINA NO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR RESISTENTE AO TRATAMENTO: EVIDÊNCIAS CLÍNICAS, SEGURANÇA E PERSPECTIVAS FUTURAS
Resumo
A cetamina e a escetamina têm despertado interesse na psiquiatria por apresentarem ação antidepressiva rápida, especialmente em pacientes com transtorno depressivo maior resistente ao tratamento. Diferentemente dos antidepressivos tradicionais, atuam principalmente sobre o sistema glutamatérgico, envolvendo receptores NMDA e AMPA e vias associadas à plasticidade sináptica, como BDNF, TrkB e mTOR. Esta revisão integrativa analisou evidências sobre o uso dessas substâncias nessa população, com ênfase em eficácia clínica, ideação suicida, segurança, monitorização, aspectos regulatórios e perspectivas futuras. Foram considerados estudos publicados entre 2019 e 2026, além de documentos regulatórios e estudos clássicos necessários à contextualização farmacológica. As evidências mais consistentes concentram-se na depressão resistente, principalmente com escetamina intranasal em contextos regulados e cetamina intravenosa em protocolos especializados. Também há estudos sobre ideação suicida e possíveis aplicações em outros transtornos psiquiátricos, embora com menor robustez metodológica. Os principais riscos incluem dissociação, sedação, alterações cardiovasculares transitórias, náuseas, tontura, potencial de abuso e incertezas sobre segurança em longo prazo. Conclui-se que essas intervenções representam avanços relevantes, mas devem ser utilizadas com seleção criteriosa, monitorização adequada, consentimento informado e acompanhamento especializado.
Palavras-chave: Cetamina. Escetamina. Transtorno depressivo maior. Depressão resistente ao tratamento. Segurança do paciente.
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PDFReferências
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