INFLUÊNCIA DE ENXAGUATÓRIOS BUCAIS NA PIGMENTAÇÃO DE RESINA COMPOSTA. ESTUDO IN VITRO
Resumo
Características de superfície de restaurações de resina composta fotopolimerizável (RCF) e componentes de enxaguatórios bucais influenciam na sua pigmentação. Este trabalho caracteriza in vitro pigmentação de RCF com diferentes superfícies após imersão em enxaguatórios bucais contendo cloreto de cetilperidínio e clorexidina com e sem álcool por tempo determinado. Oitenta corpos de prova em RCF, com superfície sem tratamento de um lado, e polida do outro, foram distribuídos em 8 grupos (G): G1- café, G2- água destilada, G3 - digluconato de clorexidina 0,12% com álcool, G4 - digluconato de clorexidina 0,12% sem álcool, G5 - Cloreto de Cetilperidínio com álcool, G6 - Cloreto de Cetilperidínio sem álcool, G7- Dióxido de Cloro 0,02%, G8 - digluconato de clorexidina a 0,06% sem álcool. Em cada grupo, 10 corpos de prova permaneceram imersos por tempo mimetizando 1 ano. Três examinadores calibrados cegos atribuíram escores caracterizando pigmentação. Teste Kruskal-Wallis com nível de significância a 5%, complementado pelo teste Student-Newman-Keuls demonstraram que pigmentação ocorreu, influenciado pelo enxaguatório bucal e polimento da superfície. G1 e G3 apresentaram maiores escores de pigmentação (p<0,001) independente da superfície estar polida, ou não. Dentro dos limites deste estudo, pode-se afirmar que pigmentação de RCF foi influenciada pelo tipo de enxaguatório bucal com álcool, tempo de exposição e polimento da superfície. Todos enxaguatórios promoveram pigmentação. Digluconato de clorexidina 0,12% com álcool e café apresentaram maior pigmentação tanto na superfície polida, ou não, quando comparados às diferentes concentrações de clorexidina sem álcool, cloreto de cetilperidínio com e sem álcool e água destilada.
Palavras-chave: Resinas Compostas. Estética. Antissépticos Bucais.
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PDFReferências
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