ANÁLISE ESPACIAL E IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA O CONTROLE DA HANSENÍASE NO CEARÁ, 2016–2025
Resumo
Objetiva-se analisar a distribuição espacial da hanseníase no estado do Ceará entre 2016 e 2025. Estudo ecológico, quantitativo e descritivo, realizado nos 184 municípios do estado. Foram utilizados dados secundários de casos novos confirmados do SINAN/DATASUS e estimativas populacionais do IBGE. Calculou-se o coeficiente médio anual de detecção de casos novos de hanseníase por 100 mil habitantes, no período de 2016 a 2025 representados em mapas segundo parâmetros de endemicidade. A dependência espacial global foi avaliada através do Índice de Moran Global, adotando matriz de contiguidade Queen de primeira ordem, com significância estatística estimada por 999 permutações aleatórias (p < 0,05). A autocorrelação espacial local foi investigada pelos Indicadores Locais de Associação Espacial (LISA), permitindo a identificação de clusters prioritários. O coeficiente médio anual de detecção variou de 0 a 82,60/100 mil habitantes, média (19,08) e mediana (15,94) com maiores taxas em Martinópole (82,60), Varjota (66,93) e Antonina do Norte (66,69). A análise espacial demonstrou concentração dos maiores coeficientes nas regiões Norte e Sul. O Índice de Moran Global (0,251) indicou autocorrelação espacial positiva. A análise local identificou clusters alto-alto nas regiões Norte e Sul, e baixo-baixo no Nordeste do Estado. Os resultados evidenciaram distribuição espacial heterogênea da hanseníase no Ceará, demostrando o potencial das análises espaciais para subsidiar estratégias de eliminação da doença.
Palavras-chave: Hanseníase. Análise Espacial. Epidemiologia Espacial. Vigilância em Saúde. Atenção Primária à Saúde.
Texto completo:
PDFReferências
BARBOSA, Celivane Cavalcanti et al. Spatial analysis of epidemiological and quality indicators of health services for leprosy in hyperendemic areas in Northeastern Brazil. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, São Paulo, v. 62, e93, 2020. DOI: 10.1590/S1678-9946202062093. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-9946202062093.
BRAGA, Jamilly Coelho Teixeira et al. Distribuição espacial dos casos de hanseníase no município de Sobral, Ceará, de 2010 a 2017. Revista Baiana de Saúde Pública, Salvador, v. 44, n. 1, p. 111-125, 2020. DOI: 10.22278/2318-2660.2020.v44.n1.a3190. Disponível em: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2020.v44.n1.a3190.
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais cujos procedimentos metodológicos envolvam a utilização de dados diretamente obtidos com os participantes ou de informações identificáveis ou que possam acarretar riscos maiores do que os existentes na vida cotidiana. Diário
Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 98, p. 44, 24 maio 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2016/res0510_07_04_2016.html.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2016. 58 p. ISBN 978-85-334-2348-0. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-
content/uploads/2022/01/diretrizes-vigilancia-atencao-eliminacao-hanseniase.pdf.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de Vigilância em Saúde. 6. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.
Apontamentos
- Não há apontamentos.
JNT - Facit Business and Technology Journal
ISSN 2526-4281