ACIDENTES BOTRÓPICOS NO TOCANTINS: FATORES DE GRAVIDADE E COMPLICAÇÕES
Resumo
O envenenamento ofídico constitui um agravo negligenciado de forte impacto ocupacional e social. O objetivo deste estudo é analisar as evidências científicas sobre os fatores clínico-epidemiológicos associados à gravidade e às complicações decorrentes de acidentes botrópicos no Brasil, destacando particularidades geográficas aplicáveis ao estado do Tocantins. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura estruturada pela estratégia PECO. A busca ocorreu nas bases científicas considerando o intervalo temporal entre 2009 e 2024. Selecionaram-se 24 artigos observacionais para compor a matriz de síntese analítica. Observa-se que a população masculina inserida em atividade laboral agrícola sofre desproporcionalmente com a morbimortalidade. Corroborando essa constatação, o intervalo superior a seis horas entre a picada e a administração da soroterapia figura como o principal preditor de necrose, insuficiência renal aguda e óbito. Fatores secundários envolvem extremos de idade fisiológica e características biométricas da serpente. É possível inferir que a iniquidade espacial prejudica gravemente o prognóstico em áreas de interior. Medidas descentralizadas de distribuição do soro antiofídico parecem urgentes. A alta dependência econômica do agronegócio torna a região Norte, especialmente o Estado do Tocantins, um cenário de risco para os envenenamentos e traz à tona a necessidade de acesso rápido ao tratamento médico específico.
Palavras-chave: Acidentes ofídicos. Bothrops. Fatores de Risco. Epidemiologia. Tocantins.
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PDFReferências
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