SÍFILIS CONGÊNITA NO TOCANTINS, 2007–2023: TENDÊNCIAS E PERFIL MATERNO-ASSISTENCIAL

Izabela Thais Mota MATOS, Valéria Ellen RIBEIRO, Fabiana de Andrade BRINGEL, Diógenes de Sousa NETO

Resumo


A sífilis congênita permanece como importante problema de saúde pública e indicador da qualidade da atenção pré-natal. Este estudo descreveu o perfil epidemiológico da sífilis congênita no Tocantins entre 2007 e 2023, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos. A série histórica foi harmonizada por município de residência, com revalidação dos dados de 2013-2023 no Painel de Indicadores de Sífilis do Ministério da Saúde. Foram contabilizadas 3.210 notificações e 415.613 nascidos vivos, correspondendo a uma taxa acumulada de 7,72 casos por 1.000 nascidos vivos. O maior número anual ocorreu em 2023, com 413 casos. Entre as características maternas, predominaram idade de 20-29 anos (56,2%), raça/cor parda (86,8%) e ensino fundamental incompleto (32,2%). Houve registro de pré-natal em 90,4% das notificações, e o diagnóstico materno ocorreu durante o pré-natal em 57,6%. Em análise histórica de 2007-2016, 85,7% dos registros válidos indicavam ausência de tratamento concomitante do parceiro. Os achados reforçam a persistência da transmissão vertical e a necessidade de qualificar o diagnóstico, o tratamento e o seguimento durante o pré-natal.

Palavras-chave: Pré-natal. Sífilis congênita. Treponema pallidum.


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